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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Última Rodada do Rugby Championship

 

A última rodada do Rugby Championship 2012 foi disputada no último final de semana, na África do Sul e na Argentina - mas o torneio já tinha seu campeão definido desde a 5a rodada: os atuais campeões do mundo, os All Blacks.

Os neo-zelandeses conseguiram o feito de vencer o remodelado torneio com impressionantes 100% de aproveitamento - cinco vitórias em cinco jogos. Então, a última rodada seria "apenas" para cumprir tabela? Nada disso. No rugby sempre há uma razão para se jogar uma partida como se fosse a última.

Os adversários dos All Blacks eram os sul-africanos - que precisavam vencer para garantir o segundo lugar no torneio. Já a seleção da Argentina que jogou contra os Wallabies tinham dois motivos muito fortes para lutar: jogavam em busca da sua primeira vitória na competição e para dar a sua grande estrela Rodrigo Roncero uma vitória no seu jogo de despedida.

Na partida entre África do Sul e Nova Zelândia, não houve surpresas; os All Blacks confirmaram o favoritismo, a invencibilidade e bateram os adversários por 32 x 16. Mesmo com os Springboks terminando o 1o tempo na frente, a performance dos All Blacks depois do intervalo foi digna do líder do ranking mundial.

Já em Rosário, a Argentina lutou até o final para conseguir a sua primeira vitória no Rugby Championship, mas os Wallabies não permitiram que os Pumas obtivessem sucesso. A vitória por 25 x 19 da Austrália  lhes deu o segundo lugar na classificação final - ficando a frente dos Springboks por um try a mais.

Classificação Final do Rugby Championship 2012
 Nova Zelândia (All Blacks) - 26 pts
Austrália (Wallabies) - 12 pts
África do Sul (Springboks) - 12 pts
Argentina (Pumas) - 4 pts.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

All Blacks Vencem o Rugby Championship!


Os All Blacks são os primeiros campeões do novo The Rugby Championship! A conquista veio com uma grande e irrepreensível vitória sobre os Pumas no Estadio Único de La Plata, naquele que era tido como o jogo mais aguardado do ano na Argentina. Uma vitória por 54 x 15, que não deixou dúvidas sobre quem é de fato o melhor time do mundo.

Após fazer grande partida em Wellington, que terminou em derrotapor 21 x 5, depois de grande primeiro tempo alviceleste, os argentinos estavam confiantes de que esta poderia ser a primeira vitória sobre a Nova Zelândia. O sonho de igualar o feito dos Pumas de 1985 que, liderados por Hugo Porta, empataram com os All Blacks em Buenos Aires por 21 x 21 estava mais do que vivo em La Plata. A torcida, que lotou o estádio, empurrava a todo momento, e explodiu com um início sensacional dos Pumas. Logo aos 7', Landajo conseguiu uma brilhante corrida costurando a defesa neozelandesa para cravar o primeiro try do jogo, não convertido. 

Os All Blacks se reuniram rapidamente no in-goal, e aquela conversa certamente mudou tudo. Necessitando da vitória para não ter que decidir o título no Soweto contra os arquirrivais Springboks, os Homens de Preto ressurgiram com muita força, demorando apenas 8 minutos para virar o placar. Após Marcelo Bosch desperdiçar um penal de longa distância para os Pumas, os All Blacks embalaram um poderoso ataque e, em grande jogada de Ma'a Nonu, Aaron Smith recebeu a bola e correu livre para o primeiro try neozelandês. A conversão de Carter virou o placar para 7 x 5.

A Nova Zelândia ganhou o controle do jogo, e passou a ter o domínio territorial. Após bela ação de Liam Messam, os All Blacks ganharam um penal, que Carter não desperdiçou, abrindo 10 x 5. Os erros sucessivos abalaram os Pumas, e sua defesa se desorganizou. Aos 19', a jogada neozelandesa pela ponta encontrou Cory Jane, que correu para o segundo try dos visistantes, deixando atônito o estádio. 17 x 5.

Mesmo diante das adversidades e do domínio completo dos campeões mundiais, os argentinos não se acanharam e foram para cima, arrancando um penal que Hernández não desperdiçou, reduzindo para 17 x 8. O troco, contudo, foi instantâneo, e os Pumas cederam um penal logo no reinício, quebrando a reação. De longo distância, Carter converteu. 20 x 8. E 2 minutos depois, Julian Savea praticamente liquidou a fatura, cravando o terceiro try neozelandesa, com corrida fulminante pela ponta, roubando a bola e quebrando os tackles. 

O ritmo dos All Blacks seguiu inabalável, e os Pumas claramente não suportaram a velocidade imprimida ao jogo. Savea, em nova grande jogada, cravou o quarto try na velocidade, fazendo 32 x 8, encerrando o primeiro tempo com estilo. E um primeiro tempo emblemático, já que os Pumas começaram com tudo, mas os neozelandeses assumiram verdadeiramente a condição de campeões mundiais, passou por cima dos adversários.

Logo no início do segundo tempo, os Pumas ganharam um penal, e optaram pelo chute pela lateral, para buscar o try, sendo muito aplaudidos na ocasião. Os Pumas formaram um belo volante, mas cometeram um penal a poucos metros do try. Os argentinos seguiram pressionando, e Gonzalo Camacho achou o caminho do try, rompendo com muita raça adefesa neozelandesa, para o delírio da torcida, que de forma alguma havia deixado de apoiar. 32 x 15 com a conversão de Hernández.

Durou pouco a reação do time da casa. Os All Blacks rapidamente se recompuseram e passaram a pressionar, arrancando um penal no ataque. Em busca de mais pontos, os All Blacks optaram pelo lateral, e a boa sequência da jogada foi preamida. Em rápida troca de passes, a linha dos Homens de Preto inverteu o jogo e encontrou Cory Jane na ponta, que correu para mais um try, acabando com a nova tentativa de reação da Argentina. 37 x 15.

Mesmo com o try de Jane, a torcida argentina seguiu apoiando, vaiando sonoramente um tackle alto neozelandês, por um lado, e aplaudindo com vontade a saída de Carizza, lesionado, reconhecendo os esforços de sua equipe, por outro lado. Os dois técnico efetuaram algumas substituições, com Steve Hansen já pensando no duelo com a África do Sul. E suas substituição não alteraram o ritmo dos All Blacks. Aos 59', Aaron Cruden abriu espaço e encontrou Ma'a Nonu, que avançou para o try, fazendo 44 x 15.

E ainda cabia mais. Pouco depois do try de Nonu, Cruden arrematou um penal para os postes, fazendo 47 x 15. No último lance da partida, os All Blacks deram números finais à partida com mais um try, o terceiro (hat-trick) de Cory Jane! Espetáculo dos pontos neozelandeses na partida, e 54 x 15 no placar. Aplausos ao título neozelandês, e canto de incentivo aos Pumas: "ole ole ole ole, Pumas, Pumas". Vitória incostestável dos All Blacks contra uma equipe dos Pumas que não aguentou o ritmo imposto pelo oponente, caindo por conta de sua ansiedade em fazer história. Foi a mais fraca partida da Argentina no Championship, e a melhor dos All Blacks.

Fonte http://www.portaldorugby.com.br/noticia/26-internacional/5698-all-blacks-conquistam-o-rugby-championship

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Wallabies: Recuperação no Rugby Championship


Os Wallabies receberam os Pumas em Gold Coast, completando a quarta rodada do Rugby Championship, com a chance de assumir a vice liderança da competição, após a derrota dos Springboks ante os All Blacks, pouco antes. Para os Pumas, valia a chance de conseguir a primeira vitória na competição, depois de uma apresentação notável frente aos All Blacks. O que se viu foi um jogo emocionante na reta final, onde mais uma vez os Pumas deixaram escapar a vitória. Os Wallabies, longe de suas melhores apresentações, erraram demais, mas foram melhores no geral.

Os Pumas começaram no ataque e abriram o placar rapidamente, com um penal de frente para os paus de Juan Martin Hernandez aos 2 minutos de jogo, e Berrick Barnes teve a chance de empatar a partida antes dos dez minutos com outro penal, mas a bola bateu na trave. Os Wallabies conseguiam ganhar terreno na linha, com um jogo rápido de passes, mas em seu melhor momento, quase sofreu o try.
Gonzalo Camacho tirou a bola rapidamente do ruck e correu sem oposição até os 22m adversário, onde sofreu um lindo tackle de Pat McCabe, que salvou o que seria um try certo. Na sequência porém, o jogador foi punido com cartão amarelo, deixando o time da casa com um homem a menos. Hernandez desperdiçou o chute que poderia ampliar sua vantagem, e Barnes errou seu segundo penal logo depois, de frente para os paus.

Os Wallabies seguiram pressionando, e quase anotaram seus primeiros pontos, em boa jogada com a linha, depois de boa corrida de Adam Ashley Cooper, que se livrou de dois marcadores e colocou o time dentro dos 22m. Na inversão do jogo, a bola correu rapidamente até a ponta com o oitavo Radike Samo, que, pressionado, correu até a ponta e mergulhou no ingoal, para delírio da torcida. No entanto, o TMO viu que o jogador soltou a bola antes de apoiar, livrando os Pumas, que erraram na marcação.
Barnes finalmente empatou a partida, aos vinte e cinco minutos de jogo. Mesmo com um homem a mais em campo, os Pumas não conseguiram aproveitar a vantagem. Os Pumas ampliaram cinco minutos depois, com Hernandez em novo penal, cedido por Quade Cooper que se atrapalhou ao tentar pegar a bola vinda de um chute. Os donos da casa seguiram melhores no fim da etapa inicial, mas não conseguiam chegar com perigo no ingoal adversário, mesmo com a linha visivelmente melhor que a adversária.

Os homens de ouro chegaram muito perto depois de um belo lance de Quade Cooper, que acionou Nathan Sharpe no meio dos centros, passando sem marcação e chegando pressionado no ingoal, mas ao cair, o experiente jogador não conseguiu apoiar a bola, preso por Camacho, que o TMO viu perfeitamente. A pressão australiana não surtiu efeito, e os Pumas foram para o intervalo com a vantagem de três pontos.

No recomeço, os Wallabies voltaram com a mesma proposta de jogo, e conseguiram o empate com Berrick Barnes, e a defesa dos Pumas segui mostrando por que o treinador dos All Blacks, Steve Hansen chamou de melhor do mundo. Muitos tackles e uma muralha quase intransponível nos 5m. Aos dez minutos, um momento mágico para os argentinos, com dois tries seguidos. Tomas Leonardi, que havia acabado de entrar,bloqueou um chute de Cooper e colocou os visitantes em vantagem, sem conversão de Hernandez. Na reposição de bola, Julio Faria anotou na ponta  direita depois de bom lance de habilidade de Hernandez, que deixou o jogador livre na ponta para marcar, aumentando o desespero dos australianos.

O apagão defensivo australiano seguiu, com mais uma grande oportundade para os Pumas amrcarem debaixo dos paus, mas dessa vez tiveram que se contentar com um penal de Hernandez, que deixou a diferença em treze pontos a seu favor, mas a reação dessa vez foi imediata. Em rápida aproximação nos 5m do ingoal adversário, os Wallabies correram a bola na linha e encontrou Pat McCabe no centro, se livrando do tackle de Horácio Agulla, para apoiar perto dos paus, colocando os australianos na partida de novo.

E o golpe veio na sequência, após bom avanço  dos Wallabies, a linha australiana achou espaço pela esquerda do ruck, e aproveitando o espaço deixado por um defensor que acabou tropeçando antes do tackle, a bola correu até a ponta, que encontrou Digby Ioane, que finalizou com um bom sidestep no ingoal. Barnes converteu e colocou os Wallabies em vantagem pela primeira vez na partida, faltando dez minutos para o fim da partida.

Nos minutos finais, os Wallabies sacramentaram a vitória com uma arriscada decisão. Com um penal a favor na linha de 10m do lado direito do campo e apenas três minutos no relógio, o time da casa poderia ter optado por chutar pela lateral e jogar um lineout, gastando o tempo até o apito final. Um erro daria a posse de bola aos Pumas que poderiam tentar um drop goal final. Ao invés disso, Kutley Beale chamou a responsabilidade e bateu com perfeição, ampliando a diferença para quatro pontos, o que forçou os Pumas a tentar o try, que não veio até o apito final.

Com os resultados, os Wallabies alcançam a vice-liderança da competição, com oito pontos, oito a menos que os All Blacks. Apesar da derrota, fica nos Pumas a sensação de que a vitória está cada vez mais perto. Terão mais duas chances, jogando diante de sua torcida, para fazer história.
Fonte: http://www.portaldorugby.com.br/noticia/26-internacional/5598-wallabies-e-pumas

Nova Zelândia Com Uma Mão na Taça!


Os All Blacks receberam os Springboks em Otago, pela quarta rodada do Rugby Championship, com o objetivo de ficar com uma mão na taça da edição desse ano, e conseguiram após uma dura vitória sobre os Springboks, em que os erros fizeram mais diferença que os acertos das equipes.

A partida não começou tão forte quanto o esperado, as equipes se estudaramdesde os minutos iniciais, sem arriscar muito, e cometendo erros que não são comuns em um jogo de alto nível, como as duas formações incorretas do scrum sul-africano e um chute no lado cego dado por Piri Weepu, que simplesmente não teve sequência com um jogador da equipe buscando a bola. A primeira real chance veio com os visitantes, após levarem a bola até a 5m do ingoal na ponta esquerda com Hougaard, e em rápida sequência de passes até Habana que não conseguiu pegar a última bola, no que seria o primeiro try do jogo.

Logo depois aos 10 minutos, François Steyn desperdiçou o primeiro penal do dia, mas na sequência, Morne Steyn não perdeu o seu chute do lado esquerdo, abrindo o placar para os Springboks. A vantagem do time verde durou muito pouco, pois log  na reposição, os All Blacks marcaram, em avanço em velocidade pelo lado direito, depois de dois lindos offloads de Sam Whitelock e Kieran Read que deixaram Israel Dagg livre no corredor para mergulhar no ingoal. Cruden desperdiçou a conversão.

Os visitantes fizeram um bom trabalho defensivo, não deixaram os All Blacks ganhar terreno, e ainda induziram o adversário a cometer muitos penais. Os Springboks tiveram a oportunidade de virar o jogo, mas estavam em um dia terrível, simplesmente não encaixaram bem seus chutes, sempre garantia de pontos. François Steyn desperdiçou dois chutes e Morne Steyn mais duas oportunidades, mantendo o time atrás no placar.

Com chutes de fundo, ambas equipes tentaramganhar terreno, porque no jogo de mão, nenhuma equipe conseguiu ganhar terreno. No último minuto da partida, Morne Steyn chutou novamente à esquerda dos postes, totalizando 5 penais perdidos para seu time, e encerrando o primeiro tempo com o exíguo placar de 5 a 3 para os All Blacks.

A etapa final começou com ataque dos visitantes, dispostos a se colocar à frente no placar logo no início, mas assim como deram trabalho par ao ataque adversário no primeiro tempo, a defesa dos All Blacks se mostrou muito sólida, sem deixar os Boks avançaram muito além dos 22m. Sem opções, Zane Kirchner tentou um drop goal, mal sucedido.

Os Boks chegaram a seu try em um lance isolado, depois de um lineout em que os forwards não conseguiram se organizar, mas Ruan Pienaar conseguiu ligar Habana rapidamente, passando perto da formação, sem ser tackleado. O jogador avançou em velocidade,deu um chapéu no último marcador e finalizou mergulhando na ponta antes que Dagg pudesse chegar na cobertura, colocando o time em vantagem no placar. Contudo, Aaron Cruden tratou de empatar a partida logo depois, com um penal bem cobrado.

Os Springboks conseguiam manter sua posse de bola, mas não trabalhavam bem a bola, dando chutes para o fundo sem propósito, cedendo a posse de bola para o adversário. O jogo seguiu disputado na intermediária, mas o time da casa conseguiu seu segundo try, com Aaron Smith, que havia entrado no segundo tempo, saindo pela lateral do ruck, mal coberto pela defesa adversária, dando espaço para o jovem jogador correr com tranquilidade e se livrar do último marcador com um sidestep antes de mergulhar para o try. 

A partida se complicou para os vistantes pouco tempo depois, com um cartão amarelo infantil dado a Dan Greyling que acertou um soco em Richie McCaw, de frente para o auxiliar de linha, que apontou a infração. Sem opções, os Springboks insistiram nos chutes, dessa vez com Johan Goosen, que substituiu François Steyn, e em sua segunda oportunidade, marcou de mais de 50m de distância, diminuindo a vantagem dos All Blacks para apenas quatro pontos. Já com seu time completo em campo, os Boks viram os adversários restaurarem a vantagem, com um penal de Cruden, de frente para os postes.

Com menos de cinco minutos para o fim, os All Blacks deram sua contribuição para levar emoção ao jogo. Em um lineout a 5m de seu ingoal, nenhum jogador se posicionou para o lançamento e a bola ficou nas mãos de Greyling, que não conseguiu dominar a bola, desperdiçando uma posse crucial para os Springboks. No final, Cruden desperdiçou um penal, mas Richie McCaw conseguiu recuperar a posse de bola perto dos 5m do ingoal adversário, e Dan Greyling, em noite para esquecer, cometeu outro penal, no último lance. Cruden anotou e tirou o ponto extra dos Boks, finalizando a partida em 21 a 11 e dando um passo imenso rumo a mais um título do maior campeonato do Hemisfério Sul.

Fonte: http://www.portaldorugby.com.br/noticia/26-internacional/5597-all-blacks-e-boks-fazem-duelo-duro-na-quarta-rodada